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António Gomes Leal · Vanguardias / s. XX

A Valentina de Lucena

portugués

Eu tambem já em tempos não distantes,
Fiz versos sensuaes e namorados,
Aos occasos de luz ensanguentados,
E á meiga e boa lua dos amantes.

E escrevi pelos albuns elegantes
Idyllios em papeis assetinados,
E, como a luz dos ponches inflammados,
Fiz odes ideaes e extravagantes.

Mas hoje emfim mudei, e inda ha bem pouco,
A diva por quem choro e vivo louco,
—A flor, a flor ideal das maravilhas...

A minha deusa de cabello preto...
Pediu-me, rindo, a graça d'um soneto,
—E eu mandei-lhe uma caixa de pastilhas!

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Gomes Leal
Título
A Valentina de Lucena
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-valentina-de-lucena--antonio-gomes-leal-2cf332
Cita recomendada
António Gomes Leal, «A Valentina de Lucena», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-valentina-de-lucena--antonio-gomes-leal-2cf332.html

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