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António Gomes Leal · Vanguardias / s. XX

A Visita

portugués

Hontem dormia á noute—e, eis que desperto
Sacudido d'um vento agudo e forte,
Como um homem tocado pela Morte,
Ou varrido d'um vento do deserto.

Accordei—era Deus, que de mim perto,
Me dizia: Alma sceptica e sem norte!
É preciso que creias e te importe
Adorar o Deus Uno, Eterno, e Certo!

É preciso que a fé cresça em tua alma
Como no inutil saibro a verde palma,
Verme! filho da Duvida—Eis-me aqui!

Eu sou a Espada o Antigo, o Omnipotente!
Crê barro vil!—Mas eu, descortezmente,
Voltei-me do outro lado e adormeci.

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Gomes Leal
Título
A Visita
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-visita--antonio-gomes-leal-837185
Cita recomendada
António Gomes Leal, «A Visita», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-visita--antonio-gomes-leal-837185.html

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