Velhos problemas sagrados
Pergunta-se á divina Providencia
Que segredos são estes do Destino?
Ha vidas triumphaes: parecem hymno
Sem nota de penosa intercadencia.
Mimosas em regalos d'opulencia,
Não soffrem o revez d'um desatino:
Se o buscam, acham sempre o Velocino,
Sem medo que naufrague a consciencia.
Outros vão sobre espinhos arrastados
Pela mão da Virtude, acorrentados
Aos preceitos sanctissimos do Eterno!
Quem deu á infamia vida tão folgada?
Quem dilacera a honra? É Deus ou Nada?
Responde, Excelso auctor do meu inferno!