Rachel
Libavas, borboleta, a flôr da vida
No parque ameno d'ideaes chimeras.
Que seja amor, não sabes; mas esperas
Vencer captiva, e captivar vencida.
Chega a paixão... Retraes-te espavorida!
Saudade tens das quinze primaveras,
Em que, menina e moça, amada eras,
Sempre isenta, risonha e distrahida.
Vence a paixão... E o teu anjo innocente,
Desligado de ti, mésto e dolente,
Regressa para o ceo; mas vai chamando-te...
Não foste! És presa á minha desventura!
Em grande amor te dei grande amargura...
Fui teu verdugo, mas verdugo amando-te.