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António Gomes Leal · Vanguardias / s. XX

O inconveniente de matar a mulher

portugués

(A Alexandre Dumas Filho)

Matei-a!... Sobre o leito desmanchado
Morreu!... Mas o remorso me povôa!
E, agora, vago solitario e á tôa,
N'uma tristeza immensa despenhado!

Quando o punhal no arminho immaculado
Enterrei... Sempre a mágoa me corrôa!
Ella chorou, gritando-me... Perdôa!
Morro!... e morreu!... Ó lyrio ensanguentado!

E agora aonde irei! Horror! Tortura!...
O ceo é o seu olhar! A noute escura
Lembra-me sempre o seu cabello preto!...

E, ó supplicio dos crimes verdadeiros!
—Ouço, em chusma, gritarem-me os livreiros:
Quando é que sae agora o seu folheto?...

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Gomes Leal
Título
O inconveniente de matar a mulher
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-o-inconveniente-de-matar-a-mulher--antonio-gomes-leal-cfe53b
Cita recomendada
António Gomes Leal, «O inconveniente de matar a mulher», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-o-inconveniente-de-matar-a-mulher--antonio-gomes-leal-cfe53b.html

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