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António Gomes Leal · Vanguardias / s. XX

O doente romantico

portugués

Eu sei que morrerei, discreta amante,
Antes do inverno vir; mas, lentamente,
Quero morrer á tua luz radiante,
Como os tisicos á luz do sol poente!

Sou romantico assim! O tempo ardente
Das chimeras vae longe! Vão, constante,
Morrerei crendo em ti... e o azul distante
Olhando como um sabio ou um doente!...

—Mas, eu não preso a tarde ensanguentada...
Nem o rumor do Sol!—quero a calada
Noute brumosa junto do Oceano...

E assim, sem ai nem dôr, entre a neblina,
Morrer-me, como morre a balsamina,
—E ouvindo, em sonho, os ais do teu piano.

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Gomes Leal
Título
O doente romantico
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-o-doente-romantico--antonio-gomes-leal-a98330
Cita recomendada
António Gomes Leal, «O doente romantico», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-o-doente-romantico--antonio-gomes-leal-a98330.html

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