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António Gomes Leal · Vanguardias / s. XX

O amor do vermelho

portugués

(Nevrose d'um Lord.)

A idéa de teu corpo branco amado,
Belleza esculptural e triumphante,
Persegue-me, mulher, a todo o instante,
—Como o assassino o sangue derramado!

Quando teu corpo pallido, e brijado,
Abandonas ao leito—palpitante,
Quem jámais comtemplou em noute amante,
Tentação mais cruel, tom mais nevado?!

No emtanto—duro, excentrico desejo!
—Quisera as vezes que a dormir te vejo
Tranquilla, branca, inerme, unida a mim....

Que o teu sangue corresse de repente,
Fascinação da Côr!—e extranhamente,
Te colorisse pallido marfim!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
António Gomes Leal
Título
O amor do vermelho
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-o-amor-do-vermelho--antonio-gomes-leal-d6828f
Cita recomendada
António Gomes Leal, «O amor do vermelho», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-o-amor-do-vermelho--antonio-gomes-leal-d6828f.html

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