CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaAlmeida Garrett

Almeida Garrett · Romanticismo

Não te amo

portugués

Não te amo, quero-te: o amar vem d’alma.
E eu n’alma—tenho a calma,
A calma—do jazigo.
Ai! não te amo, não.

Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida—nem sentida
A trago eu ja commigo.
Ai, não te amo, não!

Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.

Não te amo. Es bella; e eu não te amo, ó bella.
Quem ama a aziaga estrêlla
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?

E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.

E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar!... não te amo, não.

Sigue explorando

Por su autor
Almeida Garrett · 66 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← Não es tu‘Nas froixas, debeis azas da saudade.’ →

Expediente

Autor
Almeida Garrett
Título
Não te amo
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-nao-te-amo--almeida-garrett-8ea3da
Cita recomendada
Almeida Garrett, «Não te amo», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-nao-te-amo--almeida-garrett-8ea3da.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.