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Almeida Garrett · Romanticismo

‘Nas froixas, debeis azas da saudade.’

portugués

Esses muros que amor, razão despreza,
Que ergueu do fanatismo a voz trovosa,
Deixa, ó Nise gentil, deixa-os, vaidosa
De escutares a voz da natureza.

Crê no teu coração; não é fraqueza
Fugir aos males para ser ditosa:
Ja nos meus braços a ventura anciosa
Espera, com amor, tua belleza.

Vem, não oiças conselhos fementidos,
Ouve amor, a razão, a liberdade,
E a virtude e o prazer verás unidos.

Farás minha cabal felicidade,
Nem teus votos verás sempre perdidos
‘Nas froixas, debeis azas da saudade.’

Porto—1817.

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La Biblioteca

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Expediente

Autor
Almeida Garrett
Título
‘Nas froixas, debeis azas da saudade.’
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-nas-froixas-debeis-azas-da-saudade--almeida-garrett-62e4af
Cita recomendada
Almeida Garrett, «‘Nas froixas, debeis azas da saudade.’», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-nas-froixas-debeis-azas-da-saudade--almeida-garrett-62e4af.html

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