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Antero de Quental · Modernismo

Idyllio

portugués

Quando nós vamos ambos, de mãos dadas,
Colher nos valles lyrios e boninas,
E galgamos d'um folego as colinas
Dos rocios da noite inda orvalhadas;

Ou, vendo o mar, das ermas cumiadas,
Contemplamos as nuvens vespertinas,
Que parecem phantasticas ruinas
Ao longe, no horisonte, amontoadas:

Quantas vezes, de subito, emmudeces!
Não sei que luz no teu olhar fluctua;
Sinto tremer-te a mão, e empallideces...

O vento e o mar murmuram orações,
E a poesia das cousas se insinua
Lenta e amorosa em nossos corações.

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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Antero de Quental
Título
Idyllio
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-idyllio--antero-de-quental-1f40c8
Cita recomendada
Antero de Quental, «Idyllio», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-idyllio--antero-de-quental-1f40c8.html

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