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PoetósferaLa BibliotecaAntero de Quental

Antero de Quental · Modernismo

Ignoto deo

portugués

Que belleza mortal se te assemelha,
Ó sonhada visão d'esta alma ardente,
Que reflectes em mim teu brilho ingente,
Lá como sobre o mar o sol se espelha?

O mundo é grande—e esta ancia me aconselha
A buscar-te na terra: e eu, pobre crente,
Pelo mundo procuro um Deus clemente,
Mas a ara só lhe encontro... nua e velha...

Não é mortal o que eu em ti adoro.
Que és tu aqui? olhar de piedade,
Gota de mel em taça de venenos...

Pura essencia das lagrimas que chóro
E sonho dos meus sonhos! se és verdade,
Descobre-te, visão, ao céo ao menos!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Antero de Quental
Título
Ignoto deo
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-ignoto-deo--antero-de-quental-a68f0f
Cita recomendada
Antero de Quental, «Ignoto deo», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-ignoto-deo--antero-de-quental-a68f0f.html

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