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Antero de Quental · Modernismo

Idílio (Antero de Quental)

portugués

Quando nós vamos ambos, de mãos dadas,
Colher nos vales lírios e boninas,
E galgamos dum fôlego as colinas
Dos rocios da noite inda orvalhadas;

Ou, vendo o mar das ermas cumeadas
Contemplamos as nuvens vespertinas,
Que parecem fantásticas ruínas
Ao longo, no horizonte, amontoadas:

Quantas vezes, de súbito, emudeces!
Não sei que luz no teu olhar flutua;
Sinto tremer-te a mão e empalideces

O vento e o mar murmuram orações,
E a poesia das coisas se insinua
Lenta e amorosa em nossos corações.

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La Biblioteca

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Autor
Antero de Quental
Título
Idílio (Antero de Quental)
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-idilio-antero-de-quental--antero-de-quental-dc0d36
Cita recomendada
Antero de Quental, «Idílio (Antero de Quental)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-idilio-antero-de-quental--antero-de-quental-dc0d36.html

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