CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaAntero de Quental

Antero de Quental · Modernismo

Ideal (Antero de Quental)

portugués

Aquela, que eu adoro, não é feita
De lyrios nem de rosas purpurinas,
Não tem as formas languidas, divinas
Da antiga Venus de cintura estreita...

Não é a Circe, cuja mão suspeita
Compõe filtros mortaes entre ruinas,
Nem a Amazona, que se agarra ás crinas
D'um corcel e combate satisfeita...

A mim mesmo pergunto, e não atino
Com o nome que dê a essa visão,
Que ora amostra ora esconde o meu destino...

É como uma miragem, que entrevejo,
Ideal, que nasceu na solidão,
Nuvem, sonho impalpavel do Desejo...

Sigue explorando

Por su autor
Antero de Quental · 63 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← Hino da manhãIdílio (Antero de Quental) →

Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
Ideal (Antero de Quental)
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-ideal-antero-de-quental--antero-de-quental-bb4365
Cita recomendada
Antero de Quental, «Ideal (Antero de Quental)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-ideal-antero-de-quental--antero-de-quental-bb4365.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.