O ultimo romantico
O extravagante Arthur, em Compostella,
Viu desnalgar-se uma gitana Lola,
Que tocava pandeiro e castanhola,
E jurava que nunca foi donzella.
Chamava-lhe Esmeralda, ou Graziela
O romantico Arthur da velha escola;
Mas tanto na paixão carnal se atola,
Que os bens que tinha dissipou com ella.
Assim que empobreceu, Lola safou-se;
E Arthur a pouco e pouco definhou-se
Até se evaporar sem ter vintem,
A ti, que foste o ultimo romantico,
Dedico o meu, talvez, ultimo cantico...
E adeus! Se estás no ceu, porta-te bem.