Derrocada
Ao passo que vasqueja e expira a luz
Do Templo onde, algum dia, celebraram
O Passos, e o Mousinho e os que arrastaram
Em terra estranha a esmagadora cruz,
Na imprensa, uns pugilistas, braços nus,
Uns contra os outros, rábidos, disparam
Sarcasmos, que ao diabo não lembraram...
Que linguas, sancto nome de Jesus!
O Deus dos seis Affonsos e das Quinas!
Se um vil desabamento nos destinas,
Escuta o meu sincero e ardente voto:
Faz pena este acabar quasi indecente...
Concede-nos morrer mais seriamente:
Transmitte-nos, Senhor, um terramoto.