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António Gomes Leal · Vanguardias / s. XX

Despedida ao sol

portugués

Adeus, adeus, ó Sol! grão moribundo
Tão amado dos mysticos amantes!
Vae dourando inda os ninhos e os mirantes
E os sinceiraes, o Mar, o velho mundo!

Vae! vae! ó astro lyrico! no fundo
Das aguas apagar-te!... Os teus instantes
São curtos, coração largo e profundo!
Mas da minha amargura semelhantes!
E, no entanto, astro de fogo, astro tyrano!
Se a tua chaga é funda, no Oceano
Todo o teu sangue ali podes lavar!...

Mas eu recalco, ó Sol! meu mal no seío...
Peja-me o pranto e a magoa!... e até receio
Que os ais da minha dôr vibrem no ar!

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Gomes Leal
Título
Despedida ao sol
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-despedida-ao-sol--antonio-gomes-leal-41f8de
Cita recomendada
António Gomes Leal, «Despedida ao sol», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-despedida-ao-sol--antonio-gomes-leal-41f8de.html

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