A Ti, a quem, eu, sempre, em meus idyllios,
Sublimo, em phrases ternas...
Te dedico, eu, vergonha dos Virgilios!
Estas rimas modernas.
Para que, minha fama, inda hoje escura,
A tua boca espalhe,
Ao lel-as, no intervallo da leitura
Das obras de Terrail.
E as guardes na gaveta, onde costumas
Guardar os teus velinos...
Entre os frascos, essencias, mais as plumas,
E os novos figurinos.
Que possam occupar teus pensamentos
Meus lyricos ensaios!...
E, ó meu bem! lhes concedas os momentos
Que dás aos teus lacaios
E vejas quanto em mim é aviltante
O amor das fórmas tuas...
Que me faz baixo, vil e semelhante
Aos histriões das ruas.
A Ti, que com teu rir sempre me animas
A sagrar-te em meus motes,
Dedico eu estas modernas rimas
Para os teus... papelotes.