CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaAntero de Quental

Antero de Quental · Modernismo

Desesperança

portugués

Vae-te na aza negra da desgraça,
Pensamento de amor, sombra d'uma hora,
Que abracei com delirio, vae-te, embora,
Como nuvem que o vento impelle... e passa.

Que arrojemos de nós quem mais se abraça,
Com mais ancia, á nossa alma! e quem devora
D'essa alma o sangue, com que vigora,
Como amigo commungue á mesma taça!

Que seja sonho apenas a esperança,
Emquanto a dor eternamente assiste.
E só engano nunca a desventura!

Se era silencio soffrer fôra vingança!..
Envolve-te em ti mesma, ó alma triste,
Talvez sem esperança haja ventura!

Sigue explorando

Por su autor
Antero de Quental · 125 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← Das UnnennbareDesesperança (Antero de Quental) →

Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
Desesperança
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-desesperanca--antero-de-quental-6b1944
Cita recomendada
Antero de Quental, «Desesperança», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-desesperanca--antero-de-quental-6b1944.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.