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Antero de Quental · Modernismo

Das Unnennbare

portugués

Oh chimera, que passas embalada
Na onda de meus sonhos dolorosos,
E roças co'os vestidos vaporosos
A minha fronte pallida e cançada!

Leva-te o ar da noite socegada...
Pergunto em vão, com olhos anciosos,
Que nome é que te dão os venturosos
No teu paiz, mysteriosa fada!

Mas que destino o meu! e que luz baça
A d'esta aurora, igual á do sol posto,
Quando só nuvem livida esvoaça!

Que nem a noite uma illusão consinta!
Que só de longe e em sonhos te presinta...
E nem em sonhos possa ver-te o rosto!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Antero de Quental
Título
Das Unnennbare
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-das-unnennbare--antero-de-quental-abbcb4
Cita recomendada
Antero de Quental, «Das Unnennbare», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-das-unnennbare--antero-de-quental-abbcb4.html

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