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PoetósferaLa BibliotecaAntero de Quental

Antero de Quental · Modernismo

Sonho

portugués

Sonhei—nem sempre o sonho é cousa vã—
Que um vento me levava arrebatado,
Atravez d'esse espaço constellado
Onde uma aurora eterna ri louçã...

As estrellas, que guardam a manhã,
Ao verem-me passar triste e calado,
Olhavam-me e dixiam com cuidado:
Onde está, pobre amigo, a nossa irmã?

Mas eu baixava os olhos, receoso
Que trahissem as grandes magoas minhas,
E passava furtivo e silencioso,

Nem ousava contar-lhes, ás estrellas,
Contar ás tuas puras irmansinhas
Quanto és falsa, meu bem, e indigna d'ellas!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
Sonho
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-sonho--antero-de-quental-73d89d
Cita recomendada
Antero de Quental, «Sonho», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-sonho--antero-de-quental-73d89d.html

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