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Antero de Quental · Modernismo

Sonho (Antero de Quental)

portugués

Sonhei - nem sempre o sonho é coisa vã -
Que um vento me levava arrebatado,
Através desse espaço constelado
Onde uma aurora eterna ri louçã...

As estrelas, que guardam a manhã,
Ao verem-me passar triste e calado,
Olhavam-me e diziam com cuidado:
Onde está, pobre amigo, a nossa irmã?

Mas eu baixava os olhos, receoso
Que traíssem as grandes mágoas minhas,
E passava furtivo e silencioso,

Nem ousava contar-lhes, às estrelas,
Contar às tuas puras irmãzinhas
Quanto és falsa, meu bem, e indigna delas!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Antero de Quental
Título
Sonho (Antero de Quental)
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-sonho-antero-de-quental--antero-de-quental-080715
Cita recomendada
Antero de Quental, «Sonho (Antero de Quental)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-sonho-antero-de-quental--antero-de-quental-080715.html

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