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PoetósferaLa BibliotecaTomás António Gonzaga

Tomás António Gonzaga · Romanticismo

Soneto XII

portugués

Com pezadas cadeias maniatado,
Ás vozes da razão insurdecido,
Dos Ceos, de mim, dos homens esquecido
Me vi de amor nas trévas sepultado.

Alli aliviava o meu cuidado
Cõ dar de quando em quando algum gemido:
Ah tempo! que sómente reflectido
Me fazes entre as ditas desgraçado.

Assim vivia, quando a falsidade
De Laura me tornou n'um breve dia
Quanto a razão não pôde em longa idade.

Quebrei o vil grilhão que me opprimia:
Ó feliz de quem gosa a liberdade!
Bem que venha por mãos da aleivosia.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Tomás António Gonzaga
Título
Soneto XII
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-soneto-xii--tomas-antonio-gonzaga-f85923
Cita recomendada
Tomás António Gonzaga, «Soneto XII», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-soneto-xii--tomas-antonio-gonzaga-f85923.html

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