Caro a Fébo, a Filinto, a Lysia, á Fama,
Na Lácia Fonte, e Argiva immerso Alfeno ,
Pelas Deosas Irmãas fadado Ismeno ,
Em que he Numen Razão, Verdade he flamma:
Canóro Melibêo , por quem derrama
Invéja, e Glória o néctar, e o veneno;
Filósofo Cantor, meu doce Oleno ,
Doce ao Sócio infeliz, que em ais te chama!
Elmiro , que de Sóphia o grão Thesoiro
Revolves, possessôr, com mão suprema;
E outros, que o Téjo honrais, o Vouga, o Doiro ;
Dai-me que o Léthes sorvedor não tema:
Por vós comprado ao Tempo em versos de oiro,
Cysne talvez que sôe á hora extrema.