Jorge
Constantemente vejo o filho amado
Na minha escuridão, onde fulgura
A extatica pupila da loucura.
Sinistra luz d'um cerebro queimado.
Nas rugas de seu rosto macerado
Transpira a cruciantissima tortura
Que escurentou na pobre alma tão pura
Talento, aspirações... tudo apagado!
Meu triste filho, passas vagabundo
Por sobre um grande mar calmo, profundo.
Sem bussola, sem norte e sem pharol!
Nem goso nem paixão te altera a vida!
Eu choro sem remedio a luz perdida...
Bem mais feliz és tu, que vês o sol.