Ahi p'ra as bandas de baixo
que barulho, que rumor!
É o vinho do Cartaxo,
ou é do Aleixo o licor?
A questão anda ateada,
por um tris não ha pancada,
e nem um cabo sequer!
Nem cabos, nem regedor,
nem alma viva na rua,
nem um cão ladrando á lua,
p'ra despertar a patrulha,
que resona agasalhada
nos capotes d'oleado,
ás soleiras encostada
sem se importar com a bulha,
que me vai na visinhança.
Estaremos na Bairrada?!
Que agentes de seguranca!...
Mas falla-se em litt'ratura;
litt'ratura d'espartilho
e litt'ratura nevoenta...?
Adivinhei a final!
Não é por vinho o barulho,
vem a ser outro o sarilho:
é a gente do Quental
com a gente do Castilho!
Ora o leitor quer saber
d'onde é que nasce a questão?
Vou fallar-lhe sem paixão;
attenda e confie em mim,
que não sou parte suspeita;
a historia, co'a maleita,
lá vai tim-tim por tim-tim.