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Urbano José de Sousa Loureiro · Modernismo

Questão do Palheiro: Coimbrões e Lisboetas — I

portugués

Ahi p'ra as bandas de baixo
que barulho, que rumor!
É o vinho do Cartaxo,
ou é do Aleixo o licor?
A questão anda ateada,
por um tris não ha pancada,
e nem um cabo sequer!
Nem cabos, nem regedor,
nem alma viva na rua,
nem um cão ladrando á lua,
p'ra despertar a patrulha,
que resona agasalhada
nos capotes d'oleado,
ás soleiras encostada
sem se importar com a bulha,
que me vai na visinhança.
Estaremos na Bairrada?!

Que agentes de seguranca!...
Mas falla-se em litt'ratura;
litt'ratura d'espartilho
e litt'ratura nevoenta...?
Adivinhei a final!
Não é por vinho o barulho,
vem a ser outro o sarilho:
é a gente do Quental
com a gente do Castilho!

Ora o leitor quer saber
d'onde é que nasce a questão?
Vou fallar-lhe sem paixão;
attenda e confie em mim,
que não sou parte suspeita;
a historia, co'a maleita,
lá vai tim-tim por tim-tim.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Urbano José de Sousa Loureiro
Título
Questão do Palheiro: Coimbrões e Lisboetas — I
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-questao-do-palheiro-coimbroes-e-lisboetas-i--urbano-jose-de-sousa-loureir-42f7eb
Cita recomendada
Urbano José de Sousa Loureiro, «Questão do Palheiro: Coimbrões e Lisboetas — I», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-questao-do-palheiro-coimbroes-e-lisboetas-i--urbano-jose-de-sousa-loureir-42f7eb.html

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