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PoetósferaLa BibliotecaAntónio Cândido Gonçalves Crespo

António Cândido Gonçalves Crespo · Modernismo

O relogio — No album de Eduardo Burnay

portugués

Eburneo é o mostradôr: as horas são de prata,
Lê-se a firma Breguet por baixo do gracioso
Rendilhado ponteiro; a tampa é enorme e chata:
Nella o esmalte produz um quadro delicioso.

Rapara: eis um salão: casquilho malicioso
Das festas cortesãs o mimo a flôr, a nata,
Juncto a um cravo sonoro a alegre voz desata.
Uma fidalga o escuta ebria de amôr e gôso.

Rasga-se ampla a janella: ao longe o olhar descobre
O correcto jardim e o parque extenso e nobre.
As nuvens no alto céu fluctuam como espumas,

Da paizagem no fundo, em lago transparente,
Onde se espelha o azul e o laranjal frondente,
Um cysne á luz do sol estende as niveas plumas.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
António Cândido Gonçalves Crespo
Título
O relogio — No album de Eduardo Burnay
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-o-relogio-no-album-de-eduardo-burnay--antonio-candido-goncalves-cr-ce1432
Cita recomendada
António Cândido Gonçalves Crespo, «O relogio — No album de Eduardo Burnay», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-o-relogio-no-album-de-eduardo-burnay--antonio-candido-goncalves-cr-ce1432.html

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