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PoetósferaLa BibliotecaAntónio Cândido Gonçalves Crespo

António Cândido Gonçalves Crespo · Modernismo

O coveiro — A Alberto Braga

portugués

Elle entrou cabisbaixo e silencioso
Na immunda tasca, e foi sentar-se a um canto;
Deram-lhe vinho, recusou, o espanto
Cresceu no olhar do taberneiro oleoso.

Elle era o mais antigo e o mais ruidoso
Dos freguezes da casa: ao obsceno canto
Ninguem prestava mais lascivo encanto
Ao som magoado de um violão choroso.

Mas o velho sentára-se distante
Da alegre turba, a vista lacrymante
Mergulhada nas chammas do brazido...

Disse um da roda: «espanta-me o coveiro!»
—Morreu-lhe ha pouco a filha...—distrahido
Volveu da bisca um contumaz parceiro.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Cândido Gonçalves Crespo
Título
O coveiro — A Alberto Braga
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-o-coveiro-a-alberto-braga--antonio-candido-goncalves-cr-48db77
Cita recomendada
António Cândido Gonçalves Crespo, «O coveiro — A Alberto Braga», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-o-coveiro-a-alberto-braga--antonio-candido-goncalves-cr-48db77.html

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