Longe, hypocritas vis, longe, impostores,
O mentido apparato religioso!
Que um deus d’amor, o nosso Deus piedoso
Abomina, detesta esses horrores.
De atrozes leis cruentos guardadores,
Vós curvais ante o despota orgulhoso,
E o sangue da patria precioso
Torpemente vendeis por seus favores.
Geme sem proctetor a humanidade:
E vós, juizes, vós, tigres humanos,
A immolais sem remorso e sem piedade.
Ah! tremei, sanguinarios deshumanos;
Que ella hade vir, tremei, a Liberdade
Punir despotas, bonzos e tyrannos.
Coimbra—1817.