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Antero de Quental · Modernismo

No turbilhão

portugués

No meu sonho desfilam as visões,
Espectros dos meus proprios pensamentos,
Como um bando levado pelos ventos,
Arrebatado em vastos turbilhões...

Numa espiral, de estranhas contorsões,
E donde sáem gritos e lamentos,
Vejo-os passar, em grupos nevoentos,
Distingo-lhes, a espaços, as feições...

—Fantasmas de mim mesmo e da minha alma,
Que me fitaes com formidavel calma,
Levados na onda turva do escarceo,

Quem sois vós, meus irmãos e meus algozes?
Quem sois, visões miserrimas e atrozes?
Ai de mim! ai de mim! e quem sou eu?!...

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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Antero de Quental
Título
No turbilhão
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-no-turbilhao--antero-de-quental-3c4215
Cita recomendada
Antero de Quental, «No turbilhão», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-no-turbilhao--antero-de-quental-3c4215.html

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