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Antero de Quental · Modernismo

No circo (A João de Deus)

portugués

Muito longe daqui, nem eu sei quando,
Nem onde era esse mundo, em que eu vivia...
Mas tão longe... que até dizer podia
Que emquanto lá andei, andei sonhando...

Porque era tudo ali aério e brando,
E lucida a existencia amanhecia...
E eu... leve como a luz... até que um dia
Um vento me tomou, e vim rolando...

Cahi e achei-me, de repente, involto
Em luta bestial, na arena féra,
Onde um bruto furor bramia solto.

Senti um monstro em mim nascer nessa hora,
E achei-me de improviso feito féra...
—É assim que rujo entre leões agora!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Antero de Quental
Título
No circo (A João de Deus)
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-no-circo-a-joao-de-deus--antero-de-quental-e4fabc
Cita recomendada
Antero de Quental, «No circo (A João de Deus)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-no-circo-a-joao-de-deus--antero-de-quental-e4fabc.html

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