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Antero de Quental · Modernismo

Mors-amor (A Luiz de Magalhães)

portugués

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me apparece
Da noite nas phantasticas estradas.

D'onde vem elle? Que regiões sagradas
E terriveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavalleiro de expressão potente,
Formidavel, mas placido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera extranha sem temor.
E o corcel negro diz: «Eu sou a Morte!»
Responde o cavalleiro: «Eu sou o Amor!»

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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Antero de Quental
Título
Mors-amor (A Luiz de Magalhães)
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-mors-amor-a-luiz-de-magalhaes--antero-de-quental-22be62
Cita recomendada
Antero de Quental, «Mors-amor (A Luiz de Magalhães)», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-mors-amor-a-luiz-de-magalhaes--antero-de-quental-22be62.html

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