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PoetósferaLa BibliotecaAntero de Quental

Antero de Quental · Modernismo

Mors-Amor

portugués

Esse negro corcél cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me apparece
Da noite nas fantasticas estradas,

Donde vem elle? Que regiões sagradas
E terriveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavalleiro de expressão potente,
Formidavel, mas placido no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a féra extranha sem temor.
E o corcél negro diz: «Eu sou a Morte!»
Responde o cavalleiro: «Eu sou o Amor!»

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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Antero de Quental
Título
Mors-Amor
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-mors-amor--antero-de-quental-df49f5
Cita recomendada
Antero de Quental, «Mors-Amor», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-mors-amor--antero-de-quental-df49f5.html

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