A vida é uma colina
Cheia de escuras e fragosas sendas,
E emergindo da tépida neblina
Das ilusões, dos sonhos e das lendas...
Vinde comigo, ó férvidos amantes
Da Verdade, da Paz, do Bem, da Gloria...
Vamos subi-la,—heroicos viandantes,
De olhos fitos nas páginas da Historia...
Ó pálidos poetas desgrenhados,
Que andáis, á luz do luar,
A percorrer atalhos ignorados,
Esfarrapando sônhos, a cantar...
Eu quero vos mostrar serenamente,
Como um ascéta antigo, solitario,
A perspetíva ingente
Da vida—este Calvario...