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PoetósferaLa BibliotecaAntero de Quental

Antero de Quental · Modernismo

Ideal

portugués

Aquella, que eu adoro, não é feita
De lyrios nem de rosas purpurinas,
Não tem as formas languidas, divinas
Da antiga Venus de cintura estreita...

Não é a Circe, cuja mão suspeita
Compõe filtros mortaes entre ruinas,
Nem a Amazona, que se agarra ás crinas
D'um corcel e combate satisfeita...

A mim mesmo pergunto, e não atino
Com o nome que dê a essa visão,
Que ora amostra ora esconde o meu destino...

É como uma miragem, que entrevejo,
Ideal, que nasceu na solidão,
Nuvem, sonho impalpavel do Desejo...

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Antero de Quental
Título
Ideal
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-ideal--antero-de-quental-f09c02
Cita recomendada
Antero de Quental, «Ideal», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-ideal--antero-de-quental-f09c02.html

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