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Almeida Garrett · Romanticismo

‘É dos olhos gentis da minha amada.’

portugués

Um prodigio d’incantos, de belleza
Es, ó mãe dos ternissimos amores,
Que, em teus labios, seus aureos passadores
Hervam, seguros de acertar a prêza.

Fulge em teus olhos divinaes accesa
A tocha dos desejos seductores;
Em ti de seus esmeros, seus primores,
O thesoiro esgotou a natureza.

Mas oh, por mais que arte divina estude,
Não te dá da innocencia a flor nevada
Que se não finge, nem fingida illude!

Esse dom virginal que tanto agrada
É só mimo da candida virtude,
‘É dos olhos gentis da minha amada.’

Porto—1817.

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Autor
Almeida Garrett
Título
‘É dos olhos gentis da minha amada.’
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-e-dos-olhos-gentis-da-minha-amada--almeida-garrett-c845d6
Cita recomendada
Almeida Garrett, «‘É dos olhos gentis da minha amada.’», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-e-dos-olhos-gentis-da-minha-amada--almeida-garrett-c845d6.html

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