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Antero de Quental · Modernismo

Despondency

portugués

Deixal-a ir, a ave, a quem roubaram
Ninho e filhos e tudo, sem piedade...
Que a leve o ar sem fim da soledade
Onde as azas partidas a levaram...

Deixal-a ir, a vela, que arrojaram
Os tufões pelo mar, na escuridade,
Quando a noite surgio da immensidade,
Quando os ventos do Sul levantaram...

Deixal-a ir, a alma lastimosa,
Que perdeu fé e paz e confiança,
Á morte queda, á morte silenciosa...

Deixal-a ir, a nota desprendida
D'um canto extremo... e a ultima esperança...
E a vida... e o amor... deixal-a ir, a vida!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Antero de Quental
Título
Despondency
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-despondency--antero-de-quental-f0c3c0
Cita recomendada
Antero de Quental, «Despondency», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-despondency--antero-de-quental-f0c3c0.html

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