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António Gomes Leal · Vanguardias / s. XX

Confissão a uma violeta

portugués

Eu confesso-me a ti, doce flor delicada!
Recolhida, modesta, e sol da singeleza,
Das vezes que atravez da verde natureza
Fiz soar com orgulho a bulha do meu nada!

Em vez de amar a vida humilde, chã, callada,
Do sabio estoico e são, exemplo d'inteireza,
Quantas vezes cuspi no Justo e na Belleza;
E cri-me o Fogo e a Luz da géração creada!

Orgulho! orgulho vão! Vaidade e mais vaidade!
Como disse o rei sabio e justo á claridade
Dos astros da Judea e ao gyro dos planetas!...

Feliz de quem como eu ri das Academias!
E estuda as novas leis e as grandes Theorias
Nas folhas femenis e meigas das violetas!

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Gomes Leal
Título
Confissão a uma violeta
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-confissao-a-uma-violeta--antonio-gomes-leal-af3e43
Cita recomendada
António Gomes Leal, «Confissão a uma violeta», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-confissao-a-uma-violeta--antonio-gomes-leal-af3e43.html

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