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António Cândido Gonçalves Crespo · Modernismo

Chymeras — A meu tio João de Almeida e Albuquerque

portugués

O mar já me tentou: aspirações fogosas
Fizeram-me idear phantasticas viagens;
Eu sonhava trazer de incognitas paragens
Noticias immortaes ás gentes curiosas.

Mais tarde desejei riquezas fabulosas,
Um palacio escondido em múrmuras folhagens,
Onde eu fosse occultar as candidas imagens
Das virgens que evoquei por noites silenciosas.

Mas tudo isso passou: agora só me resta
Das chymeras que tive, uma visão modesta,
Um sonho encantador, de paz e de ventura.

É simples; uma alcôva, um berço, um innocente,
E uma esposa adorada, envolta, a negligente!
De um longo penteadôr na immaculada alvura...

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Cândido Gonçalves Crespo
Título
Chymeras — A meu tio João de Almeida e Albuquerque
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-chymeras-a-meu-tio-joao-de-almeida-e-albuquerque--antonio-candido-goncalves-cr-4f589f
Cita recomendada
António Cândido Gonçalves Crespo, «Chymeras — A meu tio João de Almeida e Albuquerque», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-chymeras-a-meu-tio-joao-de-almeida-e-albuquerque--antonio-candido-goncalves-cr-4f589f.html

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