Ai Helena! de amante e de espôso
Ja o nome te faz suspirar,
Ja tua alma singela presente
Esse fogo de amor delicioso
Que primeiro nos faz palpitar!...
Oh! não vas, donzellinha innocente,
Não te vas a esse ingano intregar:
É amor que te illude e te mente,
É amor que te hade mattar!
Quando o sol n’estes montes desertos
Deixa a luz derradeira apagar,
Com as trevas da noite que espanta
Véem os anjos do inferno incubertos
A sua victima incauta affagar.
Doce é a voz que adormece e quebranta,
Mas a mão do traidor... faz gelar.
Treme, foge do amor que te incanta,
É amor que te hade mattar.