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António Gomes Leal · Vanguardias / s. XX

A ultima ceia de Falstaff

portugués

Nunca mais me permitte a sorte crua
Que ande ás portas batendo tresnoutado,
Vae morrer em beco, abandonado,
O maior bebedor que olhou a lua!

Dos braços da creada seminua
Nunca mais rolarei sobre o telhado;
E, ao relento, encherei, com passo errado,
De lettras cabalisticas a rua.

Vae morrer, morrer sim, por seus castigos,
O estomago que foi mais forte e cheio,
Que na Paschoa ceiou com Satanaz...

Cae o rival dos bebados antigos!
Ó toneis immortaes abri-lhe o seio!
—São-me fataes as ceias de goraz!—

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Gomes Leal
Título
A ultima ceia de Falstaff
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-ultima-ceia-de-falstaff--antonio-gomes-leal-1b7648
Cita recomendada
António Gomes Leal, «A ultima ceia de Falstaff», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-ultima-ceia-de-falstaff--antonio-gomes-leal-1b7648.html

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