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António Gomes Leal · Vanguardias / s. XX

A camelia negra

portugués

Por isso vos espera
O dia da vingança!
(Souza Caldas)

Como as urnas das rosas mal fechadas,
Cujos aromas boiam no poente,
Quando passas nossa alma aspira e sente
As sensações das ilhas ignoradas.

E o teu cabello, ó lubrica serpente!
Rescende todo a unguentos e a pomadas,
Como as mumias que habitam no Oriente,
Debaixo das pyramides sagradas.

Mas que te serve e val tanta fadiga,
Ó pó doirado e vão? e o mundo diga:—
Meu leito, meu pomar de sensações!!

Se o vento que hoje o teu sorrir perfuma
Na tua cruz soluçará:—Mais uma
Dos monstros maternaes das gérações!

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Gomes Leal
Título
A camelia negra
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-a-camelia-negra--antonio-gomes-leal-095dc8
Cita recomendada
António Gomes Leal, «A camelia negra», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-a-camelia-negra--antonio-gomes-leal-095dc8.html

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