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Antero de Quental · Modernismo

Uma amiga

portugués

Aquelles, que eu amei, não sei que vento
Os dispersou no mundo, que os não vejo...
Estendo os braços e nas trevas beijo
Visões que á noite evoca o sentimento...

Outros me causam mais cruel tormento
Que a saudade dos mortos... que eu invejo...
Passam por mim, mas como que têm pejo
Da minha soledade e abatimento!

D'aquella primavera venturosa
Não resta uma flor só, uma só rosa...
Tudo o vento varreu, queimou o gelo!

Tu só foste fiel—tu, como d'antes,
Inda volves teus olhos radiantes...
Para ver o meu mal... e escarnecel-o!

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Autor
Antero de Quental
Título
Uma amiga
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-uma-amiga--antero-de-quental-8e51d1
Cita recomendada
Antero de Quental, «Uma amiga», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-uma-amiga--antero-de-quental-8e51d1.html

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