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Tomás António Gonzaga · Romanticismo

Soneto II

portugués

N'um fertil campo do soberbo Douro,
Dormindo sobre a relva descançava,
Quando vi que a Fortuna me mostrava
Com alegre semblante o seu Thesouro.

De huma parte h[~u] montão de prata, e ouro
Com pedras de valor o chão curvava;
Aqui hum sceptro, alli hum trono estava,
Pendião coroas mil de grama, e louro.

Acabou-se (diz-me então) a desventura:
De quantos bens te exponho qual te agrada,
Pois benigna os concedo, vai, procura.

Escolhi, acordei, e não vi nada:
Commigo assentei logo que a ventura
Nunca chega a passar de ser sonhada.

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Tomás António Gonzaga
Título
Soneto II
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-soneto-ii--tomas-antonio-gonzaga-5078de
Cita recomendada
Tomás António Gonzaga, «Soneto II», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-soneto-ii--tomas-antonio-gonzaga-5078de.html

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