Luiz—O Bom
Quando El-Rei D. Luiz for accolhido
Aos penetraes da escura eternidade,
Será pungente a funeral saudade
Que mais pondera e chora o bem perdido...
Não houve em seu reinado um só gemido
De guerra fratricida! A Magestade,
Passando o sceptro ás mãos da Caridade,
Baixava ao lar sem pão, do desvalido.
Senhor! deram-te as lettras ledos dias,
E as intimas, supremas alegrias
De quem trabalha—Eterna e sancta lei!
Revives na saudade, alma serena!
Se a patria em que reinaste era pequena,
Fôras em maior reino um grande rei.