Visconde de Benalcanfor
Já morto! Dilacera-me a saudade.
Não tenho mais ninguem d'aquelles dias
De ephemeras, vibrantes alegrias,
Que me illumine a escura mocidade.
Que ridente e subtil jovialidade!
Que brilhantes hyperboles fazias,
Com graça encantadora, quando rias
Dos sérios carnavaes da sociedade!
A dor de envelhecer não a venceste;
Pois que do coração sempre viveste,
Matou-te finalmente o coração.
Vencido luctador, meu pobre amigo,
Desde hontem que tu dormes no jazigo
O sinistro dormir da podridão.