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PoetósferaLa BibliotecaAntónio Pereira Nobre

António Pereira Nobre · Modernismo

S.^{ta} Iria

portugués

N'um rio virginal d'agoas claras e mansas,
Pequenino baixel, a santa vae boiando...
Pouco e pouco, dilue-se o oiro das suas tranças
E, diluido, ve-se as agoas aloirando.

Circumda-a um resplendor, a luzir esperanças,
Unge-lhe a fronte o luar, avelludado e brando,
E, com a graça etherea e meiga das crianças,
Formosa Iria vae boiando, vae boiando...

Á lua, cantam as aldeãs de Riba-Joia,
E, ao verem-na passar, phantastica barquinha,
Exclamam todas: «Olha um marmore que aboia!»

Ella entra, emfim, no Oceano... E escuta-se, ao luar,
A mãe do pescador, rezando a ladainha
Pelos que andam, Senhor! sobre as agoas do mar...

Leça, 1885.

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Dónde vive
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Expediente

Autor
António Pereira Nobre
Título
S.^{ta} Iria
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-s-ta-iria--antonio-pereira-nobre-593631
Cita recomendada
António Pereira Nobre, «S.^{ta} Iria», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-s-ta-iria--antonio-pereira-nobre-593631.html

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