CADA PIEZA VIVE EN UNA DIRECCIÓN · NADA VIVE EN UNA SOLA SALA  

PoetósferaLa BibliotecaAlmeida Garrett

Almeida Garrett · Romanticismo

Rosa sem espinhos

portugués

Para todos tens carinhos,
A ninguem mostras rigor!
Que rosa es tu sem espinhos?
Ai, que não te intendo, flor!

Se a borbuleta vaidosa
A desdem te vai beijar,
O mais que lhe fazes, rosa,
É surrir e é corar.

E quando a sonsa da abelha,
Tam modesta em seu zumbir,
Te diz:—‘Ó rosa vermelha,
Bem me pódes acudir:

Deixa do caliz divino
Uma gotta só libar...
Deixa, é nectar peregrino,
Mel que eu não sei fabricar...’

Tu de lástima rendida,
De malditta compaixão,
Tu á súpplica atrevida
Sabes tu dizer que não?

Tanta lástima e carinhos,
Tanto dó, nenhum rigor!
Es rosa e não tens espinhos!
Ai! que não te intendo, flor.

Sigue explorando

Por su autor
Almeida Garrett · 66 piezas más en la casa
Dónde vive
La Biblioteca

← Rosa pallidaSaudade →

Expediente

Autor
Almeida Garrett
Título
Rosa sem espinhos
Lengua
portugués
Época
Romanticismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-rosa-sem-espinhos--almeida-garrett-3344e6
Cita recomendada
Almeida Garrett, «Rosa sem espinhos», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-rosa-sem-espinhos--almeida-garrett-3344e6.html

Las obras de dominio público se reproducen íntegras, con atribución y en la ortografía de su impreso. ¿Ves una errata o conoces una fuente mejor? Escríbenos desde Sobre la casa.