Acima companheiros!
Alegres como airádas borbolêtas,
Visitêmos os pálidos poetas,
Que andam a cismar entre os loureiros...
Seu vulto aos céus se alteia...
Vêde-os, rapazes, vêde-os...—São aquêles
De olhar ardente!—Vêde-os, como êles
Trazem nos olhos o clarão da idéa!
Nas faces desmaiádas
Veem-se indicios da vigilia estóica,
Que passam a cantar em rima heroica
As antigas batalhas porfiádas...
Seus olhos amoraveis
Andam tristes, vermelhos de chorar,
Em noites silenciosas, ao luar,
As desgraças dos povos miseráveis...
Espiritos do bem,
«Almas de fogo, que um vil mundo encerra»
Como os denominou quem foi na terra
Entre os maiores trovadôr tambem...
Ó pálidos poetas,
Eu vos saudo, ó almas desditosas,
Cantôres das batalhas ou das rosas,
Coroádos de lauréis ou de violêtas...