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PoetósferaLa BibliotecaAntónio Cândido Gonçalves Crespo

António Cândido Gonçalves Crespo · Modernismo

Odor di femina — A Alberto Pimentel

portugués

Era austero e sizudo; não havia
Frade mais exemplar nesse convento;
No seu cavado rôsto macilento
Um poêma de lagrimas se lia.

Uma vez que na extensa livraria
Folheava o triste um livro pardacento,
Viram-no desmaiar, cahir do assento,
Convulso, e tôrvo sobre a lágea fria.

De que morrêra o venerando frade?
Em vão busco as origens da verdade,
Ninguem m'a disse, explique-a quem pudér.

Consta que um bibliophilo comprára
O livro estranho e que, ao abril-o, achára
Uns dourados cabellos de mulher...

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Por su autor
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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
António Cândido Gonçalves Crespo
Título
Odor di femina — A Alberto Pimentel
Lengua
portugués
Época
Modernismo
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-odor-di-femina-a-alberto-pimentel--antonio-candido-goncalves-cr-85200f
Cita recomendada
António Cândido Gonçalves Crespo, «Odor di femina — A Alberto Pimentel», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-odor-di-femina-a-alberto-pimentel--antonio-candido-goncalves-cr-85200f.html

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