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PoetósferaLa BibliotecaJoaquim de Melo Freitas

Joaquim de Melo Freitas · Vanguardias / s. XX

O terremoto

portugués

Com fragor açoitando a vaga escura,
O temporal irado, espumacento
Cavalga um perfido corcel—o vento—
Que solta gargalhadas de bravura.

Treme a terra, e com horrida figura,
Como Athlante, sacóde o turvo argento;
Nos gonzos oscillando o pavimento,
Dançam torres no assomo da loucura.

Vae o fogo alastrando o aureo manto,
As ruinas trucidam fugitivos,
Que sangrentos se abraçam convulsivos!

—O que fazer?—inquire o rei em pranto,
O ministro lhe diz com nobre espanto:
—Sepultar mortos, e cuidar dos vivos.—

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Dónde vive
La Biblioteca

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Expediente

Autor
Joaquim de Melo Freitas
Título
O terremoto
Lengua
portugués
Época
Vanguardias / s. XX
Sala
La Biblioteca
Identificador
ws-pt-o-terremoto--joaquim-de-melo-freitas-abbfaa
Cita recomendada
Joaquim de Melo Freitas, «O terremoto», Poetósfera, poetosfera.com/p/ws-pt-o-terremoto--joaquim-de-melo-freitas-abbfaa.html

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